Desabafo – por Armando Cerci - Bioquímico / Articulista
- TG Treinamentos
- 1 de jun. de 2018
- 3 min de leitura

Nestes dias sombrios e difíceis que este país passa, e diante das informações que os veículos de informações nos passam, tenho tido ataques repentinos de indignação. Hoje vou fazer um desabafo. Um desabafo de um brasileiro como muitos, injuriado, engasgado, insultado e enganado. Fazer um desabafo autentico que exprime o que estou sentindo, deixando de lado frases bonitas, e com cuidado de evitar a linguagem chula que muitos homens públicos usam em suas fastidiosas e entediantes conversas e discursos.
Quase tudo o que se fez neste Brasil hoje em dia é feito de forma fraudulenta ou na base de esperteza. É o que assistimos nos jornais. A situação ficou insuportável diante de tanto descaramento, tanta hipocrisia, tanta mentira, e tanta safadeza de alguns políticos, independentemente se são de direita, centro ou esquerda, se são de situação ou oposição. O que temos a impressão que não mais existe partidos políticos. Existem políticos e partidos oportunistas. O quadro brasileiro de hoje leva-me a concluir que esta muito difícil encontrar um político realmente honesto.
Eles, os políticos chamados de situação (aqueles que participam do governo ou de sua base) se aproveitam do poder para encher as burras e as de seus próximos, contando para tanto, com o beneplácito apoio e a participação de governantes e de políticos inclusive da oposição. Estes, por sua vez se omitem, ou porque precisam se preservar no futuro ou porque se contentam com algum “plus” que vem do governo, seja em forma de emprego para familiares, ou afilhados, seja em espúrias negociações de emendas orçamentárias, ou porque já estão dentro da panela. É a política do é dando que se recebe; do toma lá da cá. Promiscuidade total.
Lamentavelmente o que vemos é que toda administração pública neste país, salvo algumas exceções, está contaminada e comprometida até a raiz do cabelo. È só ver as manchetes de jornal. Aqui vai uma pergunta. Porque então estes administradores públicos não contratam uma empresa de regulação e auditoria, para monitorar e acompanhar os seus próprios passos? Feito isso, usando de preceito constitucional da transparência, informe o contribuinte do que está realmente acontecendo.
Foi o que disse um profissional amigo, que está se sentindo órfão. Não temos a quem recorrer. Somente o Altíssimo, para que nos de sabedoria, prudência, paciência e discernimento para o enfrentamento desta grave crise moral que passa o nosso país.
Sentimos que o governo que aí está perdeu a autoridade. E que fique bem claro; autoridade não pode ser confundida com autoritarismo. Menos autoridade, mais autoritarismo. Sem autoridade para governar, só resta ao governo apelar para a pratica da autocracia. Por isso qualquer um que critique o governo, e que dele pertença ou participe ou preste serviço, será demitido ou deixara de prestar serviços para a instituição.
Faltam ao governo inteligência, serenidade e honestidade. Em compensação sobram incompetência e malandragem em quase todos os escalões. E quando falo em governo, não me refiro apenas ao executivo, refiro-me ao sistema. Isto é resultado da ideologização e da partidarização das indicações para cargos públicos que não levam em conta o mérito ou a competência, se pertence ao partido que está no poder ou a um dos que forma a base de apoio. O importante é que o indicado diga AMÉM à vontade dos poderosos. É a política do compadrio ou do cambalacho ou da falta de vergonha.
A verdade, minha gente, não admite argumentos contrários nem vozes discordantes. Não queremos um povo brasileiro passivo, apático e indiferente. Queremos sim um povo ativo, critico, pacifico e participativo. Fica a frase para reflexão, que o povo é o grande fiscal dos maus governos e dos políticos corruptos. Essa é a única forma de consertar o Brasil.
Armando Cerci Junior – Bioquimico / Pós-graduado em Adm. Pública.
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