Entrevista com Sérgio Brunelli - Radialista
- TG Treinamentos
- 12 de fev. de 2018
- 3 min de leitura
Originalmente publicada no jornal “O Cruzeirense”

Biografia - Sergio de Jesus Brunelli, nascido em Iguaraçu-PR. Casado com Maria Eliza Fazolin Brunelli, professora. Tem três filhos: Isadora F. Brunelli (16), estudante; José Sergio F. Brunelli (25), advogado e Larissa Karoline Brunelli (29), médica.
Há 14 anos trabalha na Rádio Difusora de Cruzeiro do Oeste. São 26 anos de rádio, dentre elas: Rádio Inconfidência, Rádio Cultura, Rádio Cristian FM e Rádio Panorama.
Portal-TG: O que o levou a tornar-se um radialista?
Brunelli: Sou músico, fazia paquera na avenida, bailes, show de calouros, casamentos. Isso me fazia sempre estar em contato com o povo.
Comecei a trabalhar com o Aragão Filho fazendo a linha sertaneja. Quando ele saiu de férias, assumi o programa e não saí mais dessa profissão.
Hoje, faço um programa voltado para política/notícia e para a assistência social.
Portal-TG: De que forma esse trabalho voltado para a assistência social o realiza?
Brunelli: Gosto de falar as notícias no meu programa de rádio, mas gosto mais de atender o povo, essa é a nossa linha, na Rádio Difusora de Cruzeiro do Oeste. Atendo os menos favorecidos. Trabalho com duas linhas: com quem precisa de ajuda e com quem me apoia. Chega muita gente a Cruzeiro do Oeste, sem casa, sem trabalho, sem nada. Junto com o povo da cidade já conseguimos erguer cerca de 12 casas. É uma satisfação muito grande poder ajudar.
Portal-TG: Seu programa é voltado para a política/notícia. Com base nisso, o que diz sobre a violência em Cruzeiro do Oeste?
Brunelli: Aqui há violência como ocorre em outras cidades. De vez em quando, acontece um incidente. Temos o 7º BPM, a cidade está bem guarnecida.
Não concordo quando ouço que o presídio trouxe mais violência para o município, ele é uma empresa bem gerenciada.
Portal-TG: Com base na sua experiência, trabalhando com as pessoas menos favorecidas, o que Cruzeiro do Oeste precisa para diminuir esse problema social?
Brunelli: É preciso guarnecer rapidamente a área de Assistência Social. Cruzeiro recebe muitas pessoas carentes. É preciso assistencialismo social de casa em casa. Só assim, será possível saber a realidade. É preciso fazer como a SAÚDE: monitorar as casas. A Assistência Social recebe verba para isso. Cruzeiro precisa urgentemente canalizar suas forças para essa área.
Portal-TG: O Brasil não vive um momento muito bom, seja no aspecto econômico ou político. Como analisa a atual conjuntura nacional?
Brunelli: O presidente Michel Temer tem tudo para colocar o Brasil no eixo. O país estava no buraco, com uma dívida absurda. Vejo Temer como alguém que está fazendo o que precisa: Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência.
O PT, na minha concepção, acabou com o Brasil, através da corrupção. Outros partidos aliados também, mas o PT estava no poder.
Portal-TG: Qual a sua concepção de futuro?
Brunelli: O futuro é TRABALHAR. Reclamar menos e trabalhar mais. Colocar a molecada para estudar. O melhor caminho é o estudo. Meu pai dizia que o comportamento de um filho sai direto da sua casa. Ele é na escola o que aprende em casa.
Eu conheci um pai que ia educar o filho e a esposa não deixava. O filho virou bandido e morreu na cadeia. É preciso conversar, dialogar com os filhos sem espancar, sem agredir.
Portal-TG: Trabalhando tantos anos nesta cidade, o que tem a dizer sobre ela?
Brunelli: A cidade mais maravilhosa que conheci, chama-se Cruzeiro do Oeste. Tudo que preciso, consigo com o povo desta cidade, através da minha credibilidade. Não moro aqui porque minha mulher tem dois padrões em Maria Helena, padrões no município. É mais fácil eu me deslocar do que ela.
Portal-TG: Qual mensagem gostaria de deixar ao povo de Cruzeiro do Oeste que lhe dá altos índices de audiência em seu programa de rádio diário?
Brunelli: Desejo que cada um tenha muita esperança. Esperança de que o Brasil vá melhorar. Se você ganha cinquenta reais, não gaste cinquenta e um. Gaste menos do que ganha. Coloque a FAMÍLIA em primeiro lugar. Ela é a base de tudo tanto na alegria, quanto na tristeza.
No mais, meu agradecimento por esta oportunidade de inverter os papéis: de entrevistador, passei a ser o entrevistado. Saúde e paz a todos, e o resto, vamos correr atrás.
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